Evening Sun

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#81 — esplendor by Luminous Lu on Flickr.Via Flickr:81/365Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
 — Florbela Espanca 
——
It’s International Poetry Day and I felt the need to leave you with one of my favorite poems, by a portuguese poet from the 20th century. I couldn’t find a translation that I liked, but I can leave you with a sung version of this poem: www.youtube.com/embed/ShUdXlHaW2w?hl=es_ES&autoplay=1
. 
Despite wanting to post a portuguese poem (partly to quell the voices of those who have been complaining about the fact that I never post in portuguese), this photo relates not only to Florbela, but also to Sylvia Plath. Well, it relates to art in general; to how painful it is to create sometimes, how we pour every ounce of ourselves into what we do. How, if you squeezed our pieces, you should be able to draw blood. facebook || 500px || website || blog || vimeo || travel blog

#81 — esplendor by Luminous Lu on Flickr.

Via Flickr:
81/365

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


— Florbela Espanca

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It’s International Poetry Day and I felt the need to leave you with one of my favorite poems, by a portuguese poet from the 20th century. I couldn’t find a translation that I liked, but I can leave you with a sung version of this poem: www.youtube.com/embed/ShUdXlHaW2w?hl=es_ES&autoplay=1
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Despite wanting to post a portuguese poem (partly to quell the voices of those who have been complaining about the fact that I never post in portuguese), this photo relates not only to Florbela, but also to Sylvia Plath. Well, it relates to art in general; to how painful it is to create sometimes, how we pour every ounce of ourselves into what we do. How, if you squeezed our pieces, you should be able to draw blood.

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